Riders of Icarus

Publicado em 13/08/2016 - 08h01 por Márlon Vieira

Riders of Icarus” é um MMORPG gratuito de fantasia desenvolvido pela WeMade e publicado pela Nexon, o jogo coloca o jogador em um grande mundo fantasioso com milhares de monstros e criaturas espalhados para serem dominados e derrotados. O personagem principal é acusado de ajudar no sequestro de uma princesa e de sua preciosidade. Agora, precisa limpar seu nome e descobrir o que de fato aconteceu, se unindo a um misterioso grupo chamado Onyx Order.

As classes são boas, porém se perdem na falta de opções e criatividade

 

O jogo disponibiliza cinco classes principais para serem escolhidas:

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Berserker: um tipo de guerreiro que tem como foco principal seu combate corpo a corpo. Sempre irá para batalha, sem pensar muito no dano que irá sofrer. As suas habilidades são focadas em ataques bem ofensivos e corpo a corpo. Tem alguns defeitos defensivos, porém consegue ser bem resistente em certos momentos. Berserker acaba sendo uma classe bem simples de se utilizar, pois suas habilidades ofensivas são de fácil entendimento e não necessita de muita habilidade para usa-las, por serem bem diretas e parecidas.

Guardian: outra classe que tem como foco o combate corpo a corpo. Diferente do Berserker, o Guardian também tem um foco na sua parte defensiva, além da ofensiva. Suas habilidades são distribuídas em ataques ofensivos e utilizações do seu escudo, para bloquear ataques. São um pouco lentos na hora de atacar, porém conseguem se esquivar muito bem. A maior dificuldade em utilizá-los está no equilíbrio que deve ser feito entre a defesa e o ataque. O jogador precisa pensar um pouco na sua estratégia de ataque.

Assassin: uma classe que tem um equilíbrio entre combate corpo a corpo e os ataques à distância. Sua maior qualidade é sua incrível esquiva, conseguindo ser muito bem utilizada junto com suas habilidades de ataque. Suas habilidades adquiridas são ótimas para equilibrar ataques à distancia com corpo a corpo, criando combos interessantes. O principal ponto negativo vem da sua fraqueza, podendo morrer facilmente quando precisa enfrentar monstros em ataques corpo a corpo.

Priest: sua principal característica são os ataques à distancia e a recuperação de vida e mana dele e da sua guilda. Suas habilidades são distribuídas entre poderes mágicos, envolvendo recuperação de vida, mana ou melhorias, e em ataques à distancia. Ele consegue sobreviver sozinho, porém, quando está em grupo consegue ser muito mais útil, já que tem uma vida baixa. A dificuldade na escolha dessa classe vem do fato de que as habilidades de encantamento, magia e recuperação precisam ser utilizadas sabiamente, para não colocar em risco a sua vida e a vida da sua guilda.

Wizard: a classe com maior dificuldade dentro do jogo para os iniciantes. Seu foco principal é a magia. Suas habilidades são ataques à distancia bem ofensivos. Seus ataques são bem fortes, normalmente, consegue derrotar os inimigos fracos e medianos com um ou dois ataques. Tem certa dificuldade na defesa, porém equilibra muito bem isso com seus de ataques de longe. É uma classe que precisa de certa experiência para ser escolhida, pois, como suas habilidades são em maioria magias, elas necessitam ser carregadas para serem utilizadas, então acaba perdendo um, dois ou até mesmo três segundos. Necessitando de uma estratégia muito boa ao ir para o ataque.

O principal ponto positivo das classes de “Riders of Icarus” são suas disparidades em relação às dificuldades de cada uma. O jogo deixa claro que existe uma facilidade maior ao jogar com um Berserker ou uma dificuldade ao jogar com um Wizard. Isso acaba deixando os jogadores mais novatos bem certos e confiantes na escolha que estão fazendo, e os jogadores mais experientes com mais atitude para arriscar sem medo.

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Já o ponto negativo, é a falta de mais classes. Arqueiros, outros tipos de magos, ogros ou mutantes são alguns que fazem muita falta na hora de decidir uma classe para nossa personagem. Enquanto muitos MMORPGs dão opções para o jogador decidir entre várias classes e subclasses, “Riders of Icarus” não arrisca muito, e tenta focar em cinco classes padrões, bem trabalhadas e desenvolvidas, porém sem muita novidade ou ousadia na criação.

Uma crítica negativa que devo fazer é sobre a sexualização e exposição das classes quando são do sexo feminino. Todas as personagens femininas têm poucas roupas, corpos expostos e bem abundantes na formação do seu corpo. Enquanto isso, as classes das personagens masculinas são protegidas e pouco expostas. Algo desnecessário que muitos jogos utilizam, e “Riders of Icarus” não tenta mudar.

Existem dois modos de controle dentro do jogo. O modo deve ser escolhido conforme a classe escolhida. Temos o Action Mode, que o controle da câmera acontece pela movimentação do mouse e a utilização de duas habilidades pelo clique, além das que podem ser selecionadas pelo teclado. Esse modo é sugerido para as classes que tem mais combate corpo a corpo. O outro modo é o Starndard Mode, que deixa o controle da câmera pelo clique do mouse ou por teclas do teclado, as habilidades são selecionadas pelo teclado e o inimigo que vai será atacado, deve ser selecionado pelo clique do mouse. Esse modo é sugerido para as classes com foco em ataque à distancia.

Os dois modos são bem satisfatórios e funcionam muito bem com suas classes especificas.

A customização dos personagens é extremamente satisfatória. Existe a possibilidade de criar personagens bem interessantes e belos. Podemos alterar a aparência do rosto, como a sobrancelhas, cabelo, nariz, olhos ou, até mesmo, tatuagens bem interessantes, e do corpo, como a altura e peso. Eles também disponibilizam a possibilidade de alterar manualmente as caraterísticas do personagem, mexendo em numerações, até o personagem ficar da maneira que mais agrade o jogador.

 

Uma mecânica de combate com altos, porém com baixos que atrapalham um sistema que poderia ser eficiente

 

O sistema de batalha de “Riders of Icarus” vive de altos e baixos. A distribuição de diferentes habilidades e esquivas para cada classe é muito interessante, pois, mesmo não sendo tão original, acaba criando uma experiência única em cada classe. Os dois modos de controle, que também não é algo original, acaba criando um dinamismo interessante durante as batalhas, deixando o jogador bem mais tranquilo e não perdido com a sua classe. Os ataques que surgem nas habilidades também são bem interessantes e criam combos ótimos para atacar os inimigos. Porém, a troca entre um ataque e outro não é muito dinâmica, muitas vezes as personagens demoram muito para terminar um ataque e acaba perdendo todo o dinamismo do combate, deixando algo bem estranho e sem muita ação. Atravessar os inimigos – não existe um sistema de colisão entre o corpo do personagem que controlamos e dos inimigos – também acaba deixando o sistema de batalhas às vezes estranho, pois acabamos atacando o inimigo de dentro do corpo dele. Além de facilitar, muitas vezes, o ataque corpo a corpo. O pulo é algo que desagrada um pouco, pois o personagem principal parece ter um pulo um pouco mais alto e lento do que deveria.

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O sistema de batalha é satisfatório dentro dos limites de batalha do jogo, porém não é nada inovador e acaba morrendo dentro das suas limitações na parte do dinamismo.

Um dos grandes chamativos do jogo fica por conta de seus belíssimos limites gráfico. Toda a ambientação e detalhamento das personagens, monstros e animais é algo que acrescenta uma imersão gráfica fantástica. As florestas e castelos tem uma aparência interessante para se explorar e ficar observando por alguns minutos sua beleza. Os animais e monstros bem detalhados dão um charme incrível para a parte viva dos ambientes. Em alguns momentos, quando aproximamos de alguns objetos, temos uma pequena queda de qualidade em texturas, porém nada que tire os méritos da beleza gráfica do jogo.

 

Os pets e seu ótimo sistema de domá-los dão a diferença e qualidade de Riders of Icarus

 

O maior destaque do jogo vai para eu sistema de pets e montarias. Domar e aperfeiçoar os animais são mecânicas muito interessantes. A parte de domar cria um pequeno laço entre o jogador e a criatura, pois acontece uma dificuldade para que isso aconteça, deixando quem está jogando com uma sensação de conquista quando consegue domar. Algo bem parecido com o que ocorre quando pegamos uma criatura com a pokebola nos jogos do Pokémon. A parte incrível dos pets é que não estamos transformando eles em uma arma de guerra, e sim domando para criar um laço, como um grande ajudante na sua aventura.

No início teremos pets simples, como cavalos. Porém, conforme o jogo irá passando, aparecerão outros tipos de animais, incluindo gorilas e dragões.

O jogo disponibiliza duas opções para os bichos de estimação. Uma é ele ser transformado em um meio de transporte mais rápido para seu personagem. Outra é ele ser treinado e aperfeiçoado como um ajudante durante a batalha.

As missões do jogo agradam bastante. Normalmente, são missões que iremos até um algum NPC que mandará o personagem ir à algum lugar, para recuperar algo, matar algum monstro ou destruir algum objeto. O que deixa as missões interessantes é a o Level Design bem construído. A distribuição dos inimigos equilibra muito bem a dificuldade com os limites e simplicidade do sistema de batalha. Muito dificilmente, muitos inimigos irão para cima da personagem ou não enfrentaremos algum desafio para alcançar algo, pois é tudo muito bem distribuído para não deixar uma missão muito difícil ou muito fácil.

A linha de aprendizado das missões é excelente. Desde o tutorial, conseguimos entender perfeitamente como o jogo funciona e o que devemos fazer para completar as missões corretamente.

A HUD e as sinalizações de onde o jogador deve ir para completar a missão são aceitáveis e agradáveis, porém não são nada inovadores ou fora do comum.

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