Como o auto-play funciona em Rag 3? Nossas segundas impressões de Ragnarok Online 3 na Ragnarok Festa 2025

Publicado em 02/01/2026 - 00h05 por Márlon

No dia 13 de dezembro de 2025, estive em Bangkok Tailândia a convite da Gravity para acompanhar de perto o Ragnarok Festa 2025, um evento completo voltado aos fãs da franquia, com campeonatos, cosplays, demos jogáveis de diversos jogos, além de muitos brindes. A experiência de estar lá e vivenciar tudo de perto foi memorável, mas também marcou a minha segunda oportunidade de experimentar Ragnarok Online 3 no PC.

Vale lembrar que em novembro — um mês antes do Ragnarok Festa 2025 — estive na Coreia do Sul entre os dias 13 e 16 para cobrir a G-Star 2025, o maior evento de games do país, onde tive a oportunidade de jogar Ragnarok Online 3 pela primeira vez no estande da Gravity. Na ocasião, a experiência acabou sendo um pouco confusa, já que o jogo estava totalmente em coreano e os controles me pegaram de surpresa, o que dificultou uma avaliação mais precisa. Desta vez, porém, já na Ragnarok Festa 2025 e sabendo melhor o que esperar, foi possível observar com mais clareza como o jogo está evoluindo e quais caminhos a JoyMaker vem seguindo no desenvolvimento do título.

Segundas impressões de Ragnarok Online 3 na Ragnarok Festa 2025

Na Ragnarok Festa 2025, a demo de Ragnarok Online 3 foi apresentada novamente no formato de uma raid de 20 minutos, com 10 jogadores enfrentando um boss, a mesma que joguei na G-Star 2025. A diferença é que, por conta de um pequeno atraso antes do início da atividade, foi possível explorar um pouco os mapas do jogo usando a classe Archer, o que ajudou a observar melhor o visual geral. E sim, o RO3 está muito caprichado: personagens, cenários e efeitos das habilidades são todos muito bonitos e deixam claro o cuidado dos desenvolvedores com os detalhes.

Aqui também foi a primeira vez que me deparei com a mecânica de auto-play. Vale lembrar que o jogo está sendo desenvolvido pensando também em dispositivos móveis, embora o foco principal da JoyMaker continue sendo o PC, como o próprio CEO comentou em uma entrevista que fizemos. Isso ajuda a explicar a presença do controverso recurso. Confesso que eu era bastante resistente ao auto-play, mas essa percepção começou a mudar, principalmente por causa da minha última tentativa de jogar Ragnarok Online de forma mais séria, quase dez anos atrás, quando os bots no jogo acabaram me afastando do jogo em 2017.

Isto é, passei a encarar o auto-play como uma tentativa de nivelar a experiência em um ambiente onde a presença de bots sempre acaba surgindo (não sei como anda isso nos servers atuais, mas era um problema recorrente na época que tentei retornar). O auto-play do RO3 conta com várias opções de ajustes. Pelo que deu para perceber, é possível ajustar o alcance das ações, inclusive definir como “Mapa Inteiro”, ativar ataques enquanto se movimenta, definir se o personagem deve enfrentar qualquer criatura ou focar apenas em monstros específicos e, claro, há também a opção de desligar o sistema por completo quando quiser.

As batalhas contra bosses são muito divertidas

Depois de alguns minutos explorando os arredores de Prontera, fui convocado junto com o restante do grupo para a raid. Dessa vez, já estava bem mais confortável com os controles de movimentação no esquema WASD, o que ajudou bastante no posicionamento e evitou que eu tomasse muito dano logo no início da luta. As ações e habilidades ficam distribuídas entre as teclas Q, E e os atalhos 1, 2, 3 e 4, o que garante acesso rápido durante o combate — no começo soa um pouco estranho, mas com o tempo você se acostuma.

No geral, deu para perceber que as raids em RO 3 devem ser um dos pontos altos do jogo, exigindo que os jogadores atuem de forma coordenada para alcançar o objetivo. Os bosses seguem uma proposta mais próxima de jogos como World of Warcraft ou Final Fantasy XIV, pedindo movimentação constante para evitar ataques, atenção a mecânicas específicas e execução de ações ou sequências no momento certo. Isso deixa os combates bem mais dinâmicos e mostra que a experiência vai além de simplesmente atacar, como acontecia no Ragnarok original.

Conclusão

E assim foi a minha segunda experiência com Ragnarok Online 3, que no geral acabou sendo ainda mais positiva do que a que tive na G-Star 2025. Mesmo sendo um jogo pensado também para dispositivos móveis, fica claro que a proposta foge do padrão adotado por outros títulos da franquia voltados a esse público. Além disso, tive a oportunidade de bater um papo com Steven Shi, CEO da JoyMaker, e a conversa deixou claro que o estúdio tem demonstrado preocupação com a questão do pay-to-win. No mais, caso queira conferir vídeos da minha experiência na Ragnarok Festa 2025, recomendo dar uma olhada em nosso perfil no Instagram.