Gravity avança contra servidores privados e RagnaTales e History Reborn podem ser fechados

Publicado em 22/02/2026 - 10h47 por Márlon

O servidor privado de Ragnarok, RagnaTales, pode ter suas atividades suspensas após uma liminar concedida pela 3ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem da Comarca de São Paulo, em um processo movido pela Gravity Co., Ltd.. A decisão determina a retirada do servidor do ar e a remoção de referências associadas ao projeto. Embora a equipe afirme que ainda não foi oficialmente intimada, a medida já gerou impactos diretos na operação.

Vale lembrar que, no ano passado, durante a coletiva que marcou o início do beta aberto do Ragnarok Online Latam, a Gravity declarou publicamente que adotaria medidas contra servidores privados. Na época, parte da comunidade recebeu a fala com ceticismo, e alguns administradores chegaram a minimizar a possibilidade de ações concretas.

Segundo comunicado oficial da TALES DESENVOLVEDORA LTDA, a decisão tem caráter liminar e foi concedida antes do julgamento definitivo do processo. A empresa destacou que discorda integralmente da medida e informou que já está preparando recurso nas instâncias superiores, com o objetivo de reverter a suspensão imposta ao servidor.

Como efeito imediato da liminar, as doações e compras de CASH foram desativadas desde o dia 19 de fevereiro. De acordo com a equipe responsável pelo servidor, a decisão foi adotada por cautela jurídica, enquanto são avaliadas as medidas legais cabíveis e as alternativas técnicas que poderão definir os próximos passos da operação e a sustentabilidade do projeto no curto e médio prazo.

A medida também teria atingido o Ragna History Reborn, outro servidor privado de Ragnarok Online bastante conhecido na comunidade. Caso a decisão favorável à Gravity se consolide nas instâncias superiores, o cenário pode se tornar ainda mais delicado, abrindo espaço para que outros servidores privados também sejam notificados judicialmente.

Na prática, isso pode representar um ponto de virada para o ecossistema de servidores alternativos de Ragnarok no Brasil, aumentando a pressão jurídica sobre projetos que operam há anos e colocando em dúvida a continuidade de boa parte dessas iniciativas.

Leia mais sobre: