O colapso de Ashes of Creation ganhou um novo e explosivo capítulo nesta semana. Steven Sharif, diretor criativo do MMORPG, entrou com um processo contra membros do conselho da Intrepid Studios e contra a TFE Games Holdings LLC, empresa que assumiu os ativos do jogo, alegando que houve um esquema deliberado para sabotar a companhia e transferir ilegalmente sua propriedade intelectual e segredos comerciais.
No processo, intitulado Sharif v. Dawson, Ogden, Fette, Bartles, TFE Games Holdings LLC, Sharif afirma que integrantes do conselho teriam arquitetado um plano para esvaziar a Intrepid, transferindo seus ativos mais valiosos — incluindo a IP de Ashes of Creation e seu código-fonte — para uma nova entidade controlada por eles. Segundo a acusação, a movimentação teria deixado a empresa com dívidas impagáveis, forçando seu colapso e consolidando o desenvolvimento sob a TFE.
O documento também sustenta que Sharif e outros membros da liderança teriam se oposto às decisões do conselho, incluindo a antecipação do lançamento em Acesso Antecipado na Steam, que ocorreu em 11 de dezembro de 2025, supostamente contra recomendações internas. Após alertar um credor sênior sobre o que classificou como irregularidades, Sharif afirma que o conselho teria reagido com demissões em massa, encerrando quase toda a força de trabalho sem aviso prévio adequado.
Além das acusações financeiras, o processo também traz alegações de difamação. Sharif sustenta que foi alvo de uma campanha articulada para transformá-lo no principal responsável pelo colapso do projeto, citando desde registros corporativos supostamente incorretos até a disseminação de acusações que teriam alimentado ataques pessoais e até ameaças. No campo judicial, ele pede o bloqueio da venda da propriedade intelectual de Ashes of Creation, a anulação de execuções de garantia e o pagamento de indenizações. Para entender melhor como a situação chegou a esse ponto, vale acompanhar as notícias recentes envolvendo o MMORPG e seus bastidores.
