Após a CES 2026, a Razer voltou a comentar publicamente sua visão sobre o uso de inteligência artificial nos games, deixando claro que a empresa não apoia o uso de IA generativa para produzir conteúdo de baixa qualidade. A posição foi reforçada pelo CEO e cofundador Min-Liang Tan durante participação no podcast Decoder, do site The Verge.
Segundo o executivo, a insatisfação dos jogadores não é com a presença da IA em si, mas com o chamado “GenAI slop”, quando ferramentas geram diálogos mal escritos, personagens com erros visuais e experiências que quebram a imersão. Para a Razer, esse tipo de uso enfraquece o trabalho criativo e afeta diretamente a experiência de quem joga.
A empresa defende que a IA deve atuar como suporte ao desenvolvimento, ajudando estúdios a automatizar tarefas repetitivas, identificar problemas mais cedo e liberar tempo para decisões criativas. Esse direcionamento faz parte de um investimento de longo prazo que já ultrapassa US$ 600 milhões em iniciativas ligadas à inteligência artificial.
Esse pensamento também orienta projetos experimentais apresentados em feiras como a CES. Um exemplo é o Project AVA, conceito de assistente virtual com foco em games, exibido em 2026 como um companheiro holográfico capaz de entender o contexto do jogador e interagir em tempo real.
A Razer afirma que seguirá explorando IA com cautela, priorizando controle do usuário e qualidade acima de volume, reforçando que a tecnologia deve ampliar o talento humano — e não substituí-lo.