A Intrepid Games enfrenta agora dois processos trabalhistas movidos por ex-funcionários após a demissão em massa que levou ao encerramento do Early Access de Ashes of Creation. As ações levantam suspeitas de descumprimento do WARN Act, legislação trabalhista importante do estado da Califórnia, Estados Unidos.
As denúncias partem de profissionais de áreas diferentes, incluindo VFX, engenharia de gameplay e direção técnica, mas apontam problemas semelhantes. Segundo os processos, o estúdio não teria concedido o aviso prévio de 60 dias exigido por lei nem pago a compensação financeira correspondente ao período.
Em um dos depoimentos, os desenvolvedores relatam que foram informados do desligamento por e-mail, sem clareza sobre pagamentos finais, benefícios ou compensações. Também há alegações de que valores como salários pendentes e saldo de horas ou dias pagos que não foram quitados, o que pode gerar multas diárias adicionais para a empresa.
O caso se conecta diretamente às declarações públicas feitas anteriormente por representantes do estúdio e à saída conturbada de Steven Sharif. Enquanto a situação jurídica se desenrola, o futuro do projeto e da própria Intrepid segue indefinido. A venda do jogo foi suspensa na Steam, e a Valve tem liberado reembolsos, mesmo após o “período permitido”.
