Análise: Cabal 2

Publicado em 13/07/2015 - 21h54 por

Depois de 3 anos do lançamento na Coréia do Sul e muita espera, “Cabal 2“, a sequência de um dos MMORPGs mais populares do mundo e febre no Brasil, finalmente chegou ao Ocidente. Quando foi lançado, “Cabal Online” fez bastante sucesso por usar o sistema de combate com combos em um período em que a maioria dos MMORPGs contavam com o sistema de combate de Auto Attack, mas os tempos mudaram e desde então vários MMORPGs foram surgindo, inclusive MMOs de ação com combates mais elaborados. Com “Cabal 2”, no entanto, a ESTSoft optou mais pela evolução do que inovação.

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Como tudo começa

“Cabal 2” se passa no mundo de Ektensia, onde crianças com poderes sobrenaturais começaram à desaparecer. Os jogadores assumem o papel de um mercenário em uma missão para encontrar sua desaparecida irmã, que de alguma forma tem relação com os acontecimentos misteriosos. Tendo sido desenvolvido usando a Unreal Engine 3, posso afirmar que visualmente o game me agradou, principalmente os efeitos nas habilidades dos personagens, poderia ser melhor, mas devemos levar em conta que o MMORPG foi lançado em 2012 na Coréia do Sul e só agora chegou no Ocidente.

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Há 6 classes, que com exceção do Priest (trocada pelo Blader) aparecem também no primeiro game. As classes seguem o modelo tradicional visto em vários MMORPGs: o Warrior é o DPS corpo a corpo, o Wizard e o Force Acher as classes DPS de longa distância, o Priest é o suporte, e o Force Shielder é o tank. A única classe um pouco diferente é o Force Blader, que pode desferir tanto ataques corpo a corpo quanto em média distância. A tela de criação de personagens não é muito robusta, mas oferece boas opções de customização, incluindo barras de rolagem permitindo que o jogador mude o aspecto de várias partes do corpo dos personagens.

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As aventuras em “Cabal 2” iniciam como qualquer outro MMORPG tradicional. O jogador precisa realizar várias quests genéricas do tipo “mate 3 montros e volte aqui”, o ponto positivo é que a maioria dessas missões tem alguma relação com a  história principal. Vale notar que o game não é totalmente em mundo aberto, os jogadores precisam realizar quests e completar uma dugeon para ter acesso a novas áreas, o que pode não agradar aqueles jogadores que prezam pela liberdade.

Combos e mais combos

“Cabal 2” continua com o mesmo sistema de combate de seu antecessor, fluido, cheio de combos e com efeitos visuais bonitos, a diferença é que agora os combos são ativados de forma automática, não havendo necessidade de apertar uma tecla como se avisasse que o jogador estaria iniciando os tais combos, o que sem dúvida melhorou bastante a jogabilidade. O sistema de combate, que funciona totalmente com uso das teclas do teclado, poderia ser o grande diferencial do MMORPG, no entanto, os combos desferidos não tem grande influência no combate, por exemplo, o jogador pode ficar usando seguidamente sua habilidade mais poderosa, sem ativar qualquer combo, e mesmo assim matar o monstro sem dificuldades.

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Para quem curte PvP, “Cabal 2” oferece um modo convencional de desafiar outros jogadores ( o famoso x1), mas também conta com os Battlefields, que são basicamente um mapas com elementos de jogos MOBA (com a presença de minions, torres e núcleo). Por enquanto há apenas dois mapas;  Forgotten Desert Temple (18v18) e Maelstrom Castle (6v6).

Impressões finais

As minhas 4 horas jogando “Cabal 2”, resumissem à duas palavras; chato e entediante. Até onde joguei (nível 12) passei por dezenas de quests repetitivas, e só isso. O sistema de combate por combos pareceu divertido no começo, mas à medida que o tempo foi passando percebi que o uso dos combos não tinha uma influência real nos combates, e acabava apenas apertando sem ordem alguma as teclas do meu teclado. Como dito no começo da análise, a ESTSoft resolveu optar pela evolução ao invés da inovação, “Cabal 2” não traz nada de novo.

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6 /10

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