Após pressão nas redes, governo recua sobre imposto de smartphones, notebooks e etc; Alckmin fala em fake news

Publicado em 02/03/2026 - 14h29 por Márlon

Após dias de debate intenso e críticas pesadas, o governo federal decidiu manter as alíquotas antigas de imposto de importação para smartphones, notebooks e outros eletrônicos de uso cotidiano. Na prática, pelo menos por agora, não haverá aumento imediato nos preços desses equipamentos.

Com a decisão, celulares, notebooks e roteadores permanecem com imposto de importação de 16%, enquanto componentes como SSDs, placas-mãe e demais periféricos seguem tributados em 10,8%. O plano inicial do governo previa um aumento de até 7,2 pontos percentuais para mais de 1,2 mil produtos importados, sob o argumento de conter o avanço das compras externas e fortalecer a indústria nacional diante da crescente dependência de itens vindos do exterior.

Em meio à forte pressão, que contou até com vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) que passou de 22 milhões de visualizações somente no Instagram, o assunto dominou as redes nos últimos dias. Depois do recuo, o vice-presidente Geraldo Alckmin também entrou na discussão e disse, em um vídeo Reels, que a reação se baseava em fake news (Um detalhe: as mudanças tributárias foram divulgadas oficialmente no próprio site do governo).

No vídeo, o vice-presidente afirmou que não haverá aumento de imposto sobre celulares, notebooks, roteadores e outros eletrônicos e destacou que a prioridade do governo é fortalecer a indústria nacional, preservar a soberania econômica e garantir empregos no país. Segundo ele, a medida faz parte de uma estratégia para equilibrar competitividade e proteção do mercado interno.

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