Skyforge – Vale a pena?

Publicado em 01/09/2015 - 10h53 por Márlon Vieira

Se fosse para resumir em uma palavra esse RPG de ficção científica com grande influência da fantasia, seria “visual”. É um salto muito grande de qualidade gráfica do que estamos acostumados em um MMO.

O objetivo do jogo é bem simples: você deve se tornar um deus ou uma deusa.

Pelo que vi, o Open Beta foi lançado em 16 de julho desse ano. O interessante é que não haverá reset nos progressos dos jogadores que entrarem agora. Ou seja, é um Open Beta disfarçado de estreia. Porém com um bom álibi para justificar os bugs e erros do jogo.

E como tem coisas para se resolver, viu?

PREPARATIVOS PARA JOGAR

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Antes de jogar, fui ver vídeos dos cinematics disponíveis para entender a história do universo do jogo. E pelo que entendi, o game acontece em um planeta chamado Aelion. Tudo nele é muito avançado e cheio da riqueza. Além disso, o planeta é protegido por um tipo de fortaleza celestial, construído por uma entidade chamada Aeli com diversos templos e locais sagrados para homenagear os deuses que existem por ali.

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Daí acontece a grande catástrofe: invasão alienígena! Eis que surgem os etês do mau atacando e destruindo todo mundo ali. E, para piorar, o tal do Aeli desapareceu e ninguém sabe o que aconteceu.

Entrando no mundo de Aelion

Skyforge” começa em um lugar gigantesco. Parece uma cidade-planeta que existem nos contos de Isaac Asimov (A Fundação – recomendadíssimo). Você está com uma armadura full-plate e desce para conversar com uma personagem. Ela te pergunta a sua história e eis que começa o famoso recurso do flashback. Então descobrimos que você era um soldado que estava defendendo um local de uma invasão.

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É um short-scene bem feito. Intercala o que é para se jogar nesse retrocesso, com o que aconteceu com o personagem. Lá, se aprende os comandos básico de ataque e esquiva. Também há alguns combates, com o mínimo de dificuldade. No desenrolar, você acaba morrendo em uma das batalhas. Entretanto, sem saber o porquê, você revive e vira um imortal.

Isso é uma justificativa muito bem bolada, pois cada player que entra em “Skyforge” se torna em um dessas “raridades” no universo do game (claro que, pra história é raro, mas pro jogo, todo jogador ali interagindo é um imortal – e é gente pacas).

Conforme a narrativa do jogo, a fortaleza celestial se torna sua base. E lá, percebemos que o universo do game é uma mistura de poderes divinos com alta tecnologia. Muito parecido com Final Fantasy, na minha opinião.

A JORNADA

Como dito antes, não tem muito segredo o desenrolar da história do game. Você tem que se tornar um Deus. Ponto. Nisso – e pela facilidade que se consegue isso – creio que “Skyforge” deve apostar bem alto nas Pantheons Wars (GVG). Há também outros eventos como raids e atividades de PVP (mínimos) PVE (mais estruturado).

O jogo é bem enjoativo na linha narrativa. É lindo e tem gráficos fantásticos, mas parece tudo muito repetitivo. Simplesmente é matar os MOBS repetidas vezes e com uma facilidade tão grande que nunca cheguei perto de morrer. E quando morria de propósito – ou pela zueira – Voltava lindo e belo. Sem penalidade.

O sistema de combate é padrão WASD para movimento e ataques/skills no mouse. Já existe um locker nos inimigos para facilitar o hit no inimigo. Basta mirar em qual bicho você quer atacar que, automaticamente, tudo que você lançar vai acertá-lo. Combos de ataques também podem ser feitos. O interessante é que cada classe tem sua combinação própria e efeitos visuais únicos.

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Algo que gostei muito foram os ultimates para cada classe. São bonitas de se ver e bem divertidas de usar. Fora que existe uma transformação que vai te dar poderes divinos por um certo tempo, modificando o personagem a aparência de algum deus do jogo – dependendo da característica da sua classe.

Existem dez classes no game:

Alchemist: (alquimista): Ranged suporte com debilitadores e dano a longo prazo;
Archer (arqueiro): Ranged com armadilhas e função DPS;
Berserker (bárbaro): Melee de alto dano;
Cryomancer (mago de gelo): Ranged com habilidade de gelo e função DPS;
Gunner (atirador): Ranged especialista em DPS;
Knight (cavaleiro): Melee focado em starter e espcialista em tank;
Kinetic (especialista em gravidade): Ranged com magia e função DPS;
LightBinder (suporte da luz): Ranged com buffs e curas;
Monk (monge): Melee de alto dano;
Necromancer (mago de necromacia): Melee de magia, focado em DPS (com cura);
Paladin (paladino): Melee com skill em área, tank clássico e starter;
Slayer (assassino): Melee especialista em kill;
Warlock/Witch (mago de tecnologia): DPS em sumonar e causar dano em área.

Tenho que dizer algo que me incomodou. Por gostar de jogar de suporte, todos os personagens são mais voltados para serem otimizados em dano do que outro tipo (tank, starter ou healer). Durante a história do jogo, qualquer classe que você jogue, evidentemente você vai precisar matar mais as criaturas para cumprir as quests.

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Entretanto, nas Pantheon Wars (GVG) o jogo se torna mais atrativo para quem quer fugir da mesmice da função DPS. Os eventos dentro desse estilo de jogo é para ver qual guilda é a mais forte do universo do game. São batalhas que acontecem em um mapa gigantesco, onde existe um templo no qual os jogadores deverão disputar entre suas guildas para conquistar e manter a posse desse edifício.

Sobre o PVP, segundo a Allods Team, no mundo aberto ainda não foi inserido devido o recém-lançamento do Open Beta. Mas prometem deixar ativo quando o jogo for lançado oficialmente, com novidades e eventos. O PVE funciona bem e é bem padrão – quests, dungeons, etc.

DETALHES: AS PORCENTAGENS E MONEY TO WIN

Algo que me chamou bem a atenção é o controle do nível do seu personagem. Se baseia em uma porcentagem de classes. Isto é, mostra a progressão do desenvolvimento ao invés de informar se está no level 18, 27, etc (tipo: 27,81% do que você evoluiu durante o MMORPG). Todas as suas skills serão compradas por cristais que você adquire com seu desempenho no game, com as quests e objetivos (matança também!). Há uma espécie de árvore que ajuda upar as habilidades passivas e ativas, no qual permite o jogador chegar a classe que quer.

Outra coisa é o sistema de monetização do jogo. Aquilo de sempre, se você pagar ao game, o game vai tornar seu desempenho mais rápido. Ou seja, pagando, o progresso do seu personagem decola! O objetivo é ter vantagem na história do jogo e não ser mais forte que outros players, segundo a desenvolvedora do jogo. Acho difícil isso atrair o público pagante, pois muitos ali querem ser os mais fortes do jogo. Nem que gaste dinheiro “real” para conseguir isso.

Falando em grana, o jogo tem uma economia padrão. Há os Credits que é a moeda básica ganhada com objetivos e, praticamente, chacinas no game. Os Argents é conseguido com recompensas em créditos (credits) ou gastando direto da conta bancária ou cartão de crédito. É a moeda mais usada para se comprar itens. Existem os Celestial Threads, exclusivos em quests e para comprar itens customizados e os Myrrh Drops que são recompensas pessoais ou bônus completando missões com pessoas de clã ou doando credits.

CONCLUSÃO

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Antes de mais nada, deixo claro uma coisa: o jogo é divertido e tem potencial de virar um fenômeno. Mas ainda é enjoativo e pouco atraente para quem joga o gênero há tempos. Deve mais atrair a faixa etária de crianças e adolescentes.

Creio que a maioria dos bugs que encontrei deverão ser resolvidos em breve, pois ainda é um Open Beta. Porém, eles precisam mudar drasticamente as quests. Praticamente são todas repetitivas! A vantagem do game são os gráficos. Achei sensacional a vetorização do universo e das personagens e objetos do “Skyforge”. Até a modelagem dos bonecos não me incomodou tanto. Mas a tela de loading… Nem comento!

O áudio não me chamou tanto atenção, parece que encomendaram um bundle de alguma produtora e colocaram no jogo. Tipo não foram criados para o jogo em si. A trilha sonora e a dublagem achei bem medíocre.

Enfim, se a desenvolvedora do jogo não escutar sua comunidade, ler as críticas e discutir planos de criatividade de desempenho, creio que “Skyforge” será fadado ao fracasso. Eu joguei por seis horas para fazer essa análise. Me divertia mais fazendo a pesquisa in-game – coisas técnicas, diagnóstico de movimentação, observação dos gráficos, entre outras coisas – do que jogando a narrativa proposta do jogo.

Do mais, experimente!

7/10 – Open Beta

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